Palavra do presidente
A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental existe há mais de cinco décadas com uma missão que nunca foi tão necessária. Usar a engenharia e a técnica para garantir que água tratada e saneamento deixem de ser privilégio e se tornem direito de fato.
A ABES-RJ cumpre um papel de articulação. Conectamos concessionárias, órgãos reguladores, governo, universidades e iniciativa privada com um único objetivo, avançar o saneamento fluminense com qualidade técnica e compromisso institucional.
Foi com esse espírito que criamos o SaneaRio em 2022. O Rio de Janeiro não dispunha de um fórum estadual permanente para debater saneamento e meio ambiente em toda a sua complexidade. O seminário nasceu para preencher essa lacuna e, edição após edição, se consolidou como o principal espaço de discussão do setor no estado. Cada tema escolhido reflete aquilo que mais impacta a vida da população fluminense e que exige ação técnica, política e operacional conjugadas.
Para 2026, definimos um tema que pode parecer estritamente operacional, mas carrega uma dimensão estratégica inegável. Tecnologia e Inovação no Controle de Perdas.
Os números justificam a urgência. O Brasil perde cerca de 40% de toda a água tratada antes que ela chegue às torneiras. No Rio de Janeiro, esse índice ultrapassa 50%. Países desenvolvidos operam com perdas médias de 15%. Não é um patamar aceitável, e há muito espaço para avançar.
Reduzir perdas não é apenas uma questão de eficiência operacional. É uma estratégia de segurança hídrica e de adaptação climática. A meta nacional de chegar a 25% até 2033 significaria devolver bilhões de litros ao sistema todos os anos, garantindo água para quem ainda não tem acesso, sem precisar pressionar mananciais já fragilizados.
Essa transformação depende fundamentalmente de tecnologia e inovação. Estamos falando de redes mais inteligentes, monitoramento em tempo real, inteligência de dados, automação e gestão eficiente de ativos. Precisamos transformar nossas redes de distribuição em sistemas capazes de identificar vazamentos antes que se tornem rompimentos, medir o consumo com precisão e otimizar cada etapa do processo, da captação até a torneira do consumidor.
Quando olho para o conjunto desses desafios, tenho clareza de que o SaneaRio 2026 cumprirá o papel para o qual foi criado. Ser o espaço onde o setor fluminense se reúne para debater, com seriedade técnica e compromisso institucional, o que precisa ser feito.
O futuro do saneamento fluminense se constrói com técnica, inovação e diálogo qualificado. Esse é, e sempre será, o propósito da ABES-RJ.
Foi com esse espírito que criamos o SaneaRio em 2022. O Rio de Janeiro não dispunha de um fórum estadual permanente para debater saneamento e meio ambiente em toda a sua complexidade. O seminário nasceu para preencher essa lacuna e, edição após edição, se consolidou como o principal espaço de discussão do setor no estado. Cada tema escolhido reflete aquilo que mais impacta a vida da população fluminense e que exige ação técnica, política e operacional conjugadas.
Para 2026, definimos um tema que pode parecer estritamente operacional, mas carrega uma dimensão estratégica inegável. Tecnologia e Inovação no Controle de Perdas.
Os números justificam a urgência. O Brasil perde cerca de 40% de toda a água tratada antes que ela chegue às torneiras. No Rio de Janeiro, esse índice ultrapassa 50%. Países desenvolvidos operam com perdas médias de 15%. Não é um patamar aceitável, e há muito espaço para avançar.
Reduzir perdas não é apenas uma questão de eficiência operacional. É uma estratégia de segurança hídrica e de adaptação climática. A meta nacional de chegar a 25% até 2033 significaria devolver bilhões de litros ao sistema todos os anos, garantindo água para quem ainda não tem acesso, sem precisar pressionar mananciais já fragilizados.
Essa transformação depende fundamentalmente de tecnologia e inovação. Estamos falando de redes mais inteligentes, monitoramento em tempo real, inteligência de dados, automação e gestão eficiente de ativos. Precisamos transformar nossas redes de distribuição em sistemas capazes de identificar vazamentos antes que se tornem rompimentos, medir o consumo com precisão e otimizar cada etapa do processo, da captação até a torneira do consumidor.
Quando olho para o conjunto desses desafios, tenho clareza de que o SaneaRio 2026 cumprirá o papel para o qual foi criado. Ser o espaço onde o setor fluminense se reúne para debater, com seriedade técnica e compromisso institucional, o que precisa ser feito.
O futuro do saneamento fluminense se constrói com técnica, inovação e diálogo qualificado. Esse é, e sempre será, o propósito da ABES-RJ.
Renato Lima do Espírito Santo
Presidente da ABES-RJ